Ferido, Alberto chorou sentado na calçada da casa da sua mãe. Helena havia dito que só gostava dele como amigo. Nesse dia Alberto não foi ao campinho jogar bola. E assim seguiu-se por toda a sua vida. ____________________________________________________________________ Não, eu não abandonei o blog - mais uma vez - apenas estou sem tempo e sem cabeça pra escrever.
A Paixão, A Crise, A Traição e O Abandono são os elementos que compõem este belo filme de Giovanni Veronesi. A comédia romântica italiana permeia quatro universos diferentes, com personagens e dilemas distintos.
A Paixão
No primeiro "fascículo" - digo fascículo, pois no filme realmente existe um "Manual do Amor", dividido em 4 fascículos que abordam os temas ja citados - temos o dilema da paixão. Tommaso (Silvio Muccino) é um jovem desempregado que diante de uma situação inusitada se vê apaixonado por Giulia (Jasmine Trinca), que nada quer com ele.
A Crise
Depois temos Barbara (Margherita Buy) e Marco (Sergio Rubini), que após anos de casado enfrentam a crise, beirando a separação. O dilema do casal está em saber se um filho salvaria ou não o relacionamento dos dois.
A Traição
Após Marco ser multado pela policial Ornella (Luciana Littizzetto), a história se volta para o conflito de Ornella em descobrir que o seu marido a traiu. Daí em diante Ornella vira uma lenda viva nas ruas italianas. O terror dos motoristas. O terror de Goffredo (Carlo Verdone).
O Abandono
Goffredo, foi recentimente abandonado pela mulher. Sem saber se quer o motivo do abandono, o médico tenta reconstruir a sua vida seguindo as dicas de um tal "Manual do Amor".
O hermano naturalizado brasileiro, Hector Babenco, dirige e escreve – junto com Marta Góes - O Passado, com uma primorosa magia melodramática, romântica, doce, mas amarga, dura e forte, como a vida normalmente costuma ser com aqueles que se entregam aos amores.
O filme baseia-se no romance do argentino Alan Pauls, e conta a história do jovem tradutor Rímini (Gael García Bernal), envolvido desde a adolescência com Sofia (Analía Couceyro), e que depois de 12 anos de casados resolvem se separar. Após a separação, ambos tentam seguir adiante com a vida, reconhecendo que aquela era a melhor atitude a ser tomada pelos dois. Rímini, de forma inusitada, conhece a modelo Vera (Moro Angheleri). Seu romance com Vera desperta o ciúme de Sofia, que vê o homem da sua vida escapar-lhe pelas mãos – de outra. Após um incidente envolvendo Vera, Rímini se envolve com Carmen, mulher mais velha que ele e companheira de trabalho. Rímini casa com Carmen. Rímini engravida Carmen. Agora são, Rímini, Carmen e Lúcio. Ainda fruto do incidente envolvendo Vera, Rímini começa a sofrer de constantes surtos de amnésia, o que o impossibilita de trabalhar. Certo dia Sofia reaparece em sua vida, e carrega Lúcio consigo, fazendo Carmen achar que Rímini o havia seqüestrado.
O conflito psicológico envolvendo todos os personagens da trama é simplesmente fascinante. A loucura, o desejo, o amor, e todos os elementos que permeiam o sangue dos amantes latinos (que vão do diretor aos protagonistas), nos fazem delirar com este filme que é uma ode aos amores imperfeitos.
Sofia jamais conseguiu esquecer Rímini. Talvez ela nunca tivesse quisto tal coisa. Ele por sua vez, se mostra sempre vitimado pelas circunstâncias da vida e pelos amores brutos - perdoem-me o trocadilho infame.
Rímini indica o homem moderno. Submisso, sujeito. Enquanto Sofia representa a mulher voraz, sedenta por ser amada e capaz de ir até onde se fizer necessário atrás do seu amor.
O Passado é um filme para se dizer “-NÃO” as formulas prontas e pré-concebidas do amor. E que ao final conseguimos perceber que o amor não nos pertence. O amor é autônomo. É livre. É ele. O amor pode chegar com a sutileza de um sorriso, na mesma medida que saíra com um bater de porta, e você perceberá que tudo o que aconteceu agora, já faz parte do passado.
Incrivelmente os melhores filmes que eu já assisti foram aqueles dos quais eu nada – ou quase nada – sabia. Foi assim com Perfume, O Cheiro do Ralo e Entre o Bem e o Mal.
Comecei a assistir Entre o Bem e o Mal (Título Original: Adam’s Apple) sem saber absolutamente nada sobre ele, sem se quer ler uma sinopse.
De cara o filme tem uma estética linda. Excelente fotografia. E apesar de girar em torno de praticamente dois cenários (a igreja e o hospital), e com um elenco que poderia se resumir em cinco pessoas – exceto por alguns poucos figurante que mal formariam um time de futebol - o filme em momento algum perde ritmo. É simples e complexo, como uma torta de maçã.
O inesperado, o incrível, o surreal, e até o clichê se juntam para compor esta belíssima obra dinamarquesa do diretor Anders Thomas Jenses, que escreveu junto com Lars Von Trier o atual e polêmico Anticristo.
Adam (Ulrich Thomsen) é um skinhead recém saído da prisão, e que cumprirá pena prestando serviços comunitários em uma pequena igreja dinamarquesa, conhecida por acolher e reabilitar criminosos como o pervertido sexual Gunnar (Nicolas Bro) e o terrorista Khalid (Ali Kazim). Sobre os cuidados do pastor Ivan (Mad Mikkelsen), cada condenado tem uma missão a cumprir durante sua estadia. Adam escolhe fazer uma torta de maçãs. E nada poderia ser mais simples do que uma deliciosa torta de maçãs.
Sobre o diretor: Anders Thomas Jensen nasceu em 6 de abril de 1972, na Dinamarca. Estudou programa para roteiros na Escola Nacional de Cinema da Dinamarca e ainda estudante escreveu seu primeiro trabalho para a televisão. Estreou profissionalmente em 1996 com curtas, conseguindo uma indicação ao Oscar por Ernst & Lyset. Mas só ganhou esse prêmio em 1999 com o curta Valgaften. Depois de escrever vários roteiros, estreou como diretor em 2000, com Blinkend lygter. Adam’s Apples foi premiado no Festival de Hamburgo. Participou da 24ª Mostra como roteirista do filme O Rei está Vivo, de Kristian Levring.
Álbum natalino gera especulações sobre a religião atual do cantor. Receita do disco 'Christmas in the heart' será revertida para a caridade.
Bob Dylan teceu reflexões sobre natais passados, almoços com peru e suas canções natalinas favoritas em uma entrevista rara publicada por uma revista para pessoas sem-teto, publicada nesta quinta-feira (26). O cantor de 68 anos deixou fãs e críticos perplexos com seu novo álbum, "Christmas in the heart", uma coleção de canções tradicionais de Natal cantadas em sua voz rouca e gutural.
O álbum natalino também reforçou as especulações entre os "observadores de Dylan" em torno da religião atual do cantor, se é que ele tem alguma. Entre 1979 e 1981 Dylan foi cristão evangélico e lançou três álbuns de temática religiosa. Ele disse ao entrevistador: "Sou um crente verdadeiro", mas não deu maiores detalhes.
Toda a receita deste novo disco será revertida para organizações de caridade para sem-teto e famintos nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e 80 países pobres.
Indagado sobre a razão de ter escolhido essas organizações, Dylan disse ao entrevistador: "Elas levam a comida diretamente às pessoas. Sem organização militar, sem burocracia, sem tratar com governos."
A entrevista exclusiva saiu na revista britânica "The Big Issue" e em jornais semelhantes distribuídos nas ruas na América do Norte.
"Christmas in the heart” - Album natalino de Bob Dylan
Bob Dylan disse que, embora seja judeu, nunca se sentiu deixado de fora do Natal quando era menino, em Minnesota. Ele recordou "muita neve, sinos de Natal, pessoas indo de porta em porta cantando canções de Natal, trenós nas ruas, sinos da cidade tocando, peças de teatro sobre o nascimento de Jesus."
Dylan falou que, para ele, um bom almoço de Natal tem peru assado com purê de batatas e molho, couve e todos os acompanhamentos tradicionais. As canções do álbum de Natal "fazem parte de minha vida, assim como as canções folclóricas", disse.
Por que o Natal tem as melhores canções? "Talvez porque o Natal seja algo que existe em todo o mundo e com o qual todo o mundo pode se identificar à sua própria maneira."
O lançamento do álbum natalino veio apenas intensificar o enigma de Bob Dylan, além de coroar um ano repleto de acontecimentos para ele.
O músico fez mais de 100 shows na Europa e América do Norte, dentro de sua turnê "Never Ending", e liderou as paradas na Grã-Bretanha e nos EUA com seu álbum "Together through life."
Em julho Dylan foi detido em Nova Jersey quando moradores viram um homem encapuzado perambulando em sua rua debaixo de chuva. O jovem policial chamado não reconheceu o compositor e cantor premiado com o Oscar e o Grammy.
Estátua de Iemanjá na Praia do Meio - obra do artista assuense Etewaldo Santiago
O Novo Jornal publicou na edição deste domingo uma matéria primorosa sobre os bizarros e mau cuidados monumentos (?) da cidade de Natal. A matéria do jornalista Alexis Peixoto ressalta algo que desde a minha infância eu ja percebia. As estátuas daqui de Natal são bem estranhas. Algumas são estranhas desde a sua composição, outras vão se "estranhando" com o passar do tempo - ja que não recebem um cuidado adequado por parte dos orgãos públicos - é como bem falou o artísta plástico Vicente Vitoriano, "- Os monumentos são invisíveis para a população, e o poder público aproveita que ninguém liga e não faz nada para preservá-los".
Estátua de José Augusto
Acredito que o estopim da matéria tenha sido a "obra" em homenagem a José Augusto, instalada em frente ao prédio da Assembléia Legislativa. A estátua escupida em cimento - e depois pintada de dourado para simular um aspecto metálico - possui características da arte santeira, geralmente produzida em escala menor. O memorialista Sandro Fortunato disse que "é uma homenagem as avessas". Há quem diga até que a pobre estátua se parece mais com um "boneco de posto".
Reportagem de Hélio Schwartsman, da equipe de articulistas da Folha, mostra que bastam cinco dias úteis e R$ 418,42 para criar uma igreja no Brasil com CNPJ, conta bancária e direito de realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A reportagem, publicada neste domingo na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa ainda que não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja nem se exige um número mínimo de fiéis --basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório.
Além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos) e ISS (serviços), entre outros impostos. Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas.
E os latifundios religiosos improdutivos se mutiplicam de forma avassaladora, enquanto nossa sociedade se encontra cada vez mais carente de uma mudança realmente significativa.
E sigo dizendo que o melhor movimento ainda é o AMOR!
Um dos maiores sucessos de venda dos últimos anos, "O Código da Vinci", de Dan Brown, foi eleito pela equipe do suplemento de literatura do jornal inglês "The Times" como o pior livro da década. Em contrapartida, "A Estrada", de Cormac McCarthy, foi escolhido como o melhor de todos.
"O Código da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de exemplares pelo mundo todo e tornou-se um dos maiores fenômenos da história no mercado de livros. O novo livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido" vai pelo mesmo caminho: no primeiro dia em que chegou às livrarias atingiu a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Mesmo com todos esses números de vendas, para o jornal, o que desqualifica o best-seller de Dan Brown é o seu texto, já que sua introdução "parece o início de uma história de um tablóide e não de um livro".
Na contramão dos gostos e desgostos do "The Times", este livro de Dan Brown ocupa também a décima posição entre os melhores livros da década. (Vai entender esse povo e suas manias de listas, né?!)
Em segundo lugar entre os piores, aparece o best-seller de autoajuda "O Segredo". A obra ensina a atingir o sucesso mantendo um pensamento positivo. Segundo o The Times, as referências a Jesus, Newton, Beethoven e Einstein fazem dele "insuportável".
A modelo inglesa Katie Price, também conhecida como Jordan, aparece com sua autobiografia "Being Jordan" (sem tradução para o português) na terceira posição do ranking dos piores livros da década. E é considerado influente, mas não de uma boa maneira.
"Vernon God Little" ocupa o quarto lugar entre os piores e narra a vida de um adolescente sarcástico, que tem uma mãe com problemas emocionais. Apesar de ter ganho o prêmio "Man Booker 2003" como um romance de humor negro que reflete o fascínio e o medo que temos pela América, o "The Times" acha que os elogios ao livro não são merecidos.
Finalizando a lista, "Dylan's Visions Of Sin", sem tradução para o português, aparece em quinto lugar. O livro analisa as letras das canções de Bob Dylan. Segundo o jornal, "esta carta de amor a Dylan é tão embaraçosa de ler quanto uma carta adolescente em que você não está envolvido".
A fotógrafa Prisila Prade reuniu 55 famosos com a proposta de caracterizá-los de acordo com seus ídolos, em poses e composições clássicas. As fotos farão parte do livro "EQS - Eu Queria Ser".
"Neste trabalho, busquei artistas de personalidades distintas, muitas vezes, completamente diferentes dos ídolos em questão, justamente para brincar de algo que seja oposto ou inesperado em cada artista que trabalhou comigo", comenta Priscila.
O jogador Raí e os cantores Pitty, Gabriel Pensador, D2, Fernanda Takai e Edgar Scandurra são outros famosos que toparam ser fotografados.
Sandy é a Mulher-Gato (na verdade acho ela bem gata mesmo)
Jorge Ben Jor de George Washigton
Eliana à la Marilyn Manson(o que ela terá feito com o Melocoton?!)
Nasi (Ira!) de Wolverine (nem foi preciso tanto esforço)
Fernanda Abreu homenageia Prince
Luiza Possi ataca de "Pequeno Alex" (Laranja Mecânica)
__________________________________________________________________ Fonte: Quem e Terra
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira (23), em caráter conclusivo, proposta que regulamenta a profissão de repentista. A matéria segue agora para análise do Senado.
A CCJ acompanhou o parecer do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), e aprovou a proposta nos termos do texto substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, que não vincula o exercício da profissão ao registro em entidade de classe.
Benevides argumentou que a obrigatoriedade do registro contraria dois incisos do artigo 5° da Constituição - um que veda a interferência estatal no funcionamento das associações e cooperativas, e outro que garante ao cidadão o direito de não ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.
Segundo o relator, o substitutivo aprovado, ao retirar a exigência do registro, cumpriu o papel de sanear essas inconstitucionalidades do texto original.
Registro
O texto inicial utilizado como base foi dos projetos de lei 613/07, do deputado André de Paula (DEM-PE), e 1112/07, do deputado Wilson Braga (PMDB-PB). A diferença entre os dois projetos está justamente na questão do registro como condição para o exercício profissional. O projeto de André de Paula inclui a exigência, enquanto o de Wilson Braga, que prevaleceu, a dispensa.
Pela proposta aprovada, esses profissionais são autorizados a organizarem-se em associações de classe autônomas, em nível local, regional e federal. Mas não precisarão do registro nessas entidades para se exibir em espetáculos públicos, com direitos garantidos em igualdade de condições com os demais artistas.
Repentista O repentista é definido pela proposta como o profissional que utiliza o improviso rimado como meio de expressão artística, transmitindo a tradição e a cultura popular por intermédio do canto, da falta ou da escrita, sendo citados como tais o cantador e o violeiro improvisador, o embolador e o cantador de coco, o poeta repentista, o contador e o declamador de causos, e o escritor de literatura de cordel.
Em 24 de novembro de 1989, o Partido Comunista renuncia ao poder na Tchecoslováquia depois de movimentos populares de oposição. Enquanto isso eu nascia.
Ontem dei-me como presente uma bela noite de sono e descanso. Não sou muito ligado a presentes. Mas confesso que adorei os que recebi. O amor da minha família e de amigos mais chegados foi muito bom.
O amor da minha namorada (me entregue com uma certa antecedência) superou até o Super Nintendo que recebi do meu pai quando tinha 7 anos.
Também recebi um ótimo presente da minha amiga, irmã, confidente e afins, Alyne Barreto...
Segue o presente:
Queria escrever versos Rimados bem espaçados Em soneto, com dois quartetos e dois tercetos
Fora de cogitação Nossa relação Nunca foi ordenada Sempre cheia de falhas
Primeiro que você era Diogo E eu não era ninguém Depois você era amigo E eu amiga, também
Mas logo vieram as brigas Confusões DR's Então aprendemos: -Não vamos nos moldar os jeitos
Nossa relação agora? Não é nenhum mar de rosas Nem de cravos ou violetas
Todo fim de ano é a mesma coisa. Chega o mês de dezembro e as nossas cidades se enchem de uma atmosfera única, radiosa, de uma efervescência colorida, onírica, mágica. As fachadas se enfeitam, as ruas ganham um fôlego renovado, o vozerio animado das pessoas em torno das vitrines sedutoras das lojas, das árvores de natal montadas nos grandes shopping centers, das prateleiras de supermercados repletas de iguarias natalinas, de frutas secas, nozes e castanhas a perus e tenders congelados; de convidativas postas de bacalhau a caríssimas cestas sortidas preparadas em vários tamanhos e preços. Tudo para celebrar a grande data do ano, a época em que todas as pessoas, felizes, risonhas e generosas, se abraçam e se emocionam, trocam presentes, perdoam umas às outras e se irmanam nesta celebração única: o dia de Natal.
Peço licença aos meus caríssimos leitores para sairmos, por alguns parágrafos, desta atmosfera ideal e ingressarmos num panorama um pouco mais próximo à realidade ou, pelo menos, a uma parte considerável da realidade de milhões de pessoas que, mesmo sem saber, são anualmente aviltadas por essa loucura doentia na qual, uma data tão especial como o Natal se converteu de algumas décadas para cá: uma festa que deveria ser, essencialmente, uma celebração simples e desprendida, transformada, à revelia, numa ode alucinada à compulsão consumista e a um pretenso hedonismo que pouco têm a ver com o que se entende como espírito natalino. Para muita gente, aliás, o mês de dezembro representa a promessa de um martírio: a época do ano em que todos se sentem obrigados a estar felizes, reunidos e em paz com suas famílias, com dinheiro de sobra em caixa para gastar em presentes vistosos e na preparação de uma ceia farta e com muita disposição para encarar a verdadeira maratona que é fazer as tão concorridas compras de Natal. É como se toda a sociedade se visse, de súbito, acometida de uma hipnose generalizada. Basta ligar a televisão que, no primeiro intervalo, começam a pipocar as avalanches de propagandas de Natal, cada loja com suas promoções "imperdíveis" e seus(as) garotos(as)-propaganda desfilando em trajes de Papai Noel (trajes, diga-se de passagem, bastante improváveis para um Natal em pleno verão).
Walker Evans encontrou o equilíbrio adequado para registrar a Grande Depressão. E se tornou um dos principais fotodocumentaristas de todos os tempos
Por Eder Chiodetto
NA CRISE Truck and Sign, 1930. Ao perseguir a documentação do visível, como na foto do caminhão que carrega um letreiro com a palavra "danificado", Evans foi na contramão das vanguardas da época, que perscrutavam a subjetividade do homem
OUTRA DIREÇÃO - Traffic Arrow, entre 1973-1974. Realizadas nos últimos anos de vida de Evans, as fotos tiradas com câmera Polaroid retomam o devaneio estético e as experiências menos engajadas - e mais lúdicas - do início de sua carreira
ESPERANÇA West Virginia Living Room, 1935. Os personagens de Evans preservam no fundo dos olhos a crença em dias melhores, como nesta brilhante e irônica contraposição entre um menino e anúncios publicitários. Entre seus seguidores está o suíço Robert Frank, consagrado pelo registro dos Estados Unidos do pós-guerra no livro Os Americanos (1958)
UM OLHAR Alabama Tenant Farmer, 1936. De semblante sério, o camponês Floyd Burroughs encara o fotógrafo. A roupa puída, o fundo negro e a luz uniforme, além da composição centralizada - apenas aparentemente banal -, geram hipnotismo em quem os observa
DE PASSAGEM Subway Passengers, New York, 1938. Na saborosa série de anônimos no metrô de Nova York, feita nos anos 40, Evans captou as pessoas em trânsito, sem se deixar perceber. Sua invisibilidade é diretamente proporcional ao grau de naturalidade de seus flagrantes
RECORTES Excavation for Lincoln Building, East 42nd Street and Park Avenue, 1929. Em ângulos incomuns, os arranha-céus de seus primeiros registros, na década de 1920, são uma clara referência ao modernismo do início do século XX
Torne-se. Depois disso, Transforme-se. Quando se tranformar, Repagine-se. Mude de cor. Altere o tom. Largue as roupas velhas, você não precisa mais delas: guarde-as na lembrança. Quem sabe o que é ter e perder sabe a importância de se desprender. Desprenda-se. Já é tempo de mudança. Decida-se. Questione-se. Mentalize. Uma hora ou outra algo vai acontecer. Olhe para os lados. Não vale a pena ser um louco comum. Achou isso estranho? Pois é, eles existem. Loucos que realmente acham que são loucos mas na verdade são tão normais quanto quaisquer pessoas que eles mesmo chamam de normais. Isso é estranho, isso sim. Seja um maluco beleza. Aprenda a ser louco, não se ache louco. Achar-se louco é muito comum. Eu vou ficar, com certeza um maluco beleza, mas ainda sou muito comum para me considerar como tal. Não pense que isso não diz respeito ao cristianismo. Seja livre e interprete como quiser. Como dizia Raul: "A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal." E Paulo dizia: "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias (...)"
Pense. Repense. Jogue no lixo. Volte atrás. Todos estão cansados de sujeitos normais.
Artista: Raul Seixas Música: Maluco beleza
"Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal
E fazer tudo igual... Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total
Na loucura real... Controlando a minha maluquez
Misturada com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
E esse caminho que eu mesmo escolhi é tão fácil seguir
Por não ter onde ir... Controlando a minha maluquez
Misturada com minha lucidez
Vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza (...)"
_____________________________________________________________________________________ Texto retirado do blog do meu amigo Murillo Jales
Domingueira. Segundo dia do Festival DoSol 2009. Prevalecem as bandas mais "vitaminadas" - se é que vocês me entendem. Cheguei as 17 horas e o Nervo Chaos tinha acabado de subir no palco do DoSol avisando que "Deus não estava alí", como não curti muito o som, logo logo eu também não estaria.
Antes ja tinham tocado os cabra macho do tipo coçasacocospenochão do Dr. Carnage, depois do show dos caras foi preciso chamar o pessoal do I.T.E.P. e em seguida veio o punk rock bubblegum do Fliperama.
Depois do Nervo Chaos, vieram os tiozinhos do Deadly Fate pra quem gosta de power rock melódico com guitarras firulentas e vocais agudaiados.
Acabei não assistindo o show do Distro, o que hoje esta me rendendo uma especie de arrependimento diante das ótimas resenhas que tenho lido referentes ao show dos caras.
Os noruegueses do Pulverhund até que tentaram fazer um show bacana, mas nem o ar tupiniquim trazida pelo baterista brasileiro animou a turma presente que tava a a fim mesmo era de uma roda de polga. Particularmente eu gostei muito do som dos caras. Mas acho que se eles tivessem tocado no sábado, o show teria fluido bem melhor e o pública teria participado bem mais. Eles eram os caras certos no dia errado.
Não assisti ao show dos potiguares do Comando Etílico. A brutalidade começou a comer solta quando os cariocas do Confronto entraram no palco do Armazém Hall. A banda era uma das mais esperadas pela turma da polga, mosh pit & Cia. Até eu que ando bem recatado, voltei aos meus 14 anos e me acabei nas rodas de polga - e de brinde ganhei um torcicolo filhadamãe. Donos de uma filosofia controversa e confusa, os rapazes do Confronto falavam constantemente em "resistência", "luta", "seus inimigos estão lá fora", mas nunca ficava claro contra o quê ou quem ele estava se revoltando. Ah! E sem esquecer do célebre momento em que depois de cantar algumas "belas canções" falando sobre amor, respeito e tudo o mais. Ele olha pra a platéia, dividi-a ao meio e promove um "War of Death", ou seja, o pessoal da esquerda contra o pessoal da direita, e ele dizendo que queria vêr a destruição... interessante. Lá pelas tantas, o vocalista Felipe Chehuan convida Paulo Sequela - vocalista do I.T.E.P. e fã declarado da banda Straight Edge - para cantar uma música com eles, Sequela quase se desfez em lágrimas.
Depois do Confronto, vieram os garotos do Calistoga. Show muito bom, agitado, e finalizado com os clássicos noises. Definitivamenteuma das bandas natalenses de maior destaque no cenário roquenrôu.
Lá pelas 20:30, foi a vez de "Arrudiar" ao som da nordestinidade punkrock do Devotos. Foi um belo show com clássicos antológicos da banda "lá do Alto Zé do Pinho".
A goiana Mugo foi uma das bandas mais interessantes da noite, sendo prejudicada pelo pouco público presente no DoSol - a maioria do pessoal ficou pelo Armazém esperando o The Exploited subi ao palco. A banda goiana tem uma sonoridade bem trabalhada, estilo bandas gringas de metalcore, e ja possui até videoclip na MTV. Bacana mesmo.
A cuspideira começou antes mesmo das 22:00. Quando o The Exploited subiu ao palco trazendo sua metralhadora ensandecidade de cuspes, Wattie Buchan. O som foi pesado, a polga foi insana e pelo menos a minha volta pra casa foi mais tranquila do que no sábado, com direito a um açaí de leve pra repor as energias.
Fotos: Fabio Farias (para a Revista Catorze) e Juliana Cortês (para o portal Rock Potiguar) ___________________________________________________________________ PS: Mais o Festival DoSol 2009 ainda não acabou. A fase "música contemporânea" começa no dia 19 e vai até o dia 22 de novembro. Com os seguintes shows na Casa Da Ribeira:
QUINTA-FEIRA – 19 DE NOVEMBRO PROJETO TRINCA (RN) VISITANTES (SP) AUTOMATICS (RN)
SEXTA-FEIRA – 20 DE NOVEMBRO EU SEREI A HIENA (SP) CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN) A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)
SÁBADO - 21 DE NOVEMBRO SEUZÉ (RN) EXPERIÊNCIA ÁPYUS (RN) MACAXEIRA JAZZ (RN)
DOMINGO - DIA 22 DE NOVEMBRO SIMONA TALMA (RN) L.A.B. (RS) ONOFFRE (RN)