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quarta-feira, 6 de abril de 2011

A saideira

Quem é que grita de dor? Para quem são as tristezas? Quem é que vive brigando e se queixando? Quem é que tem os olhos vermelhos e ferimentos que podiam ter sido evitados?

É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. Não fique olhando para o vinho que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente, pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. Você verá coisas esquisitas e falará tolices. Você se sentirá como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio. Então você dirá: "Alguém deve ter batido em mim; acho que levei uma surra, mas não me lembro. Por que não consigo levantar? Preciso de mais um gole."

(Texto retirado do livro Provérbios Edição Nova Linguagem de Hoje, capítulo: 23, do versículos 29 ao 35, e impresso num folhetinho que recebi andando na rua)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Preciso dizer como é bom estar vivo



Preciso dizer como é bom poder estar vivo. Preciso dizer como é bom sentar ao teu lado, mesmo que você não faça idéia que ali estou. Eu preciso te dizer o quão bonita você realmente é. Preciso dizer que aquele vestido que você acha que te deixa gorda, é um dos meus preferidos. E ele não te deixa gorda. Conheço todos os seus gostos. Sei a hora em que você acorda, e sei a hora em que você gosta de acordar. Sei qual a roupa com que gosta de ir trabalhar, caminhar, ir à praia, ao shopping... Sei até daquela sua mania de ficar nua quando está sozinha em casa. E sei que isto te faz sentir livre. Li isso em teus lábios, numa conversava que tivestes no telefone com alguém que te deixou muito triste. Sei tudo sobre você. Noto quando você corta “um dedo e meio” dos seus cabelos, só pra aparar as pontas. Ao contrário do seu penúltimo namorado, que reparava tão pouco em você, que possivelmente deve ter te confundido com àquela ruiva que veio do sul, e que passava férias na casa da vizinha dele. Só isso explicaria o fato dele ter te trocado por ela. Talvez nem isso explique. Não... Nem isso explica. Você não faz idéia que eu existo. E ainda que fizesse, não sou do tipo que te atrai. Mas ainda assim eu preciso dizer que é bom estar vivo. Nesses últimos anos, desde que você se mudou para o meu condomínio, minha vida tem ganhado algum sentido. Minha vida tem sido sua. Pra falar a verdade, quando o caminhão de mudanças parou na frente do meu prédio, eu estava prestes a desistir de viver. Se você olhasse pra cima, veria o que sobrou de um homem. Veria um homem caindo em pedaços, com os braços abertos no topo do prédio, esperando que um vento mais forte e uma coragem mais astuta pudessem libertá-lo da opressão desse mundo. Mas daí você apareceu. E seu caminhão de mudanças trouxe para mim uma vida nova. A sua. E é por isso que eu preciso te dizer o quanto é bom estar vivo. Pois a partir desse instante, não mais estarei....

PS: Olhe para a janela na mesma direção em que você sempre olha quando esta triste...


E ela olhou. E viu. Viu um corpo despencar de onde ela jamais achou que existira vida.
Cerrou os olhos pra não ver o fim. Levou as mãos ao rosto e impediu-se de ver a cena por completo. E depois de tanto chorar, percebeu que aquela vida que havia se despedido.... era a sua. E em meio às lágrimas e ao sangue, ele achava-se feliz. Pois sabia que ela jamais o esqueceria. Estaria, portanto, para sempre com ela. Seriam os dois, enfim, um só.



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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Barbosa e o amor



E o coitado do Barbosa, depois de anos de batimentos cardíacos, percebeu que seu coração pra mais nada servia.

Ele não tinha mais sentimentos. Por nada, nem por ninguém. Aquele órgão apenas batia.

Tudo isso aconteceu provavelmente após ele descobrir que todos os seus sentimentos, gostos, desgostos, crenças e iras, são frutos de uma parte estranha do danado do cérebro.

Desgostoso com a descoberta, Barbosa decidiu não mais amar, não mais sofrer, nem sentir quaisquer sentimento que outrora em seu coração reinara.

Barbosa agora só pensa...

...e jurou jamais dizer a uma mulher que a ama do fundo do seu cérebro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sou jornalista e não formo opinião de seu-ninguém

Diariamente aprendo coisas relativas à área que decidi estudar e conhecer melhor. O jornalismo é recheado de vícios, manias e pré-conceitos que se propagam por gerações de forma quase que hereditária. Um dos vícios interpretativos do jornalismo é dizer que “jornalista é formador de opinião”. Ontem retwitei a seguinte mensagem da jornalista Amanda Posadzki: “Sou jornalista e não formo opinião de seu-ninguém.”. Foi o bastante para que um amigo professor discordasse de tal afirmação, e procurasse “satisfações”. Ok! Admito que num país recheado de opiniões formadas, fica até difícil ir de encontro a qualquer conceito já pré-estabelecido. E com esse não é diferente.

Formar opinião é coisa séria. Quem se acha formador de opinião no mínimo menospreza a capacidade opinativa, interpretativa e cognitiva de um “indivíduo comum”. Com qual direito alguém se infiltra na mente de outrem, e reivindica pra si opiniões alheias? Em 2005 o ancora do Jornal Nacional, William Bonner, participou de um infeliz episódio onde comparou o telespectador médio com o Homer Simpson. Recentemente a Folha de São Paulo também acabou sendo mal falada nos quatro cantos do mundo pela infeliz idéia de chamar a ditadura brasileira de 1964 de ditabranda.

Os exemplos citados são pops, em debates, aulas e discussões no meio acadêmico, e representam apenas uma pequena parcela do pensamento canastrão que permeia a imprensa brasileira. Penso que o papel de um jornalista é informar, apurar, opinar (sim, opinar! A imparcialidade só é possível na total ignorância.), reportar, denunciar, investigar, fiscalizar e etc. Mas tudo isso deve ser feito com cautela (principalmente o opinar), pois para o “Homer” qualquer juízo tomado pela imprensa poderá parecer a mais soberana verdade. Alguém lembra-se da “Escola Base”?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Maluco Beleza

http://viniciuseel.files.wordpress.com/2007/11/raulzito.jpg

Torne-se. Depois disso, Transforme-se. Quando se tranformar, Repagine-se.

Mude de cor. Altere o tom. Largue as roupas velhas, você não precisa mais delas: guarde-as na lembrança. Quem sabe o que é ter e perder sabe a importância de se desprender. Desprenda-se.
Já é tempo de mudança. Decida-se. Questione-se. Mentalize. Uma hora ou outra algo vai acontecer. Olhe para os lados. Não vale a pena ser um louco comum. Achou isso estranho? Pois é, eles existem. Loucos que realmente acham que são loucos mas na verdade são tão normais quanto quaisquer pessoas que eles mesmo chamam de normais. Isso é estranho, isso sim.
Seja um maluco beleza. Aprenda a ser louco, não se ache louco. Achar-se louco é muito comum.
Eu vou ficar, com certeza um maluco beleza, mas ainda sou muito comum para me considerar como tal.
Não pense que isso não diz respeito ao cristianismo. Seja livre e interprete como quiser.
Como dizia Raul: "A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal."
E Paulo dizia: "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias (...)"

Pense. Repense. Jogue no lixo. Volte atrás. Todos estão cansados de sujeitos normais.

Artista: Raul Seixas
Música: Maluco beleza

"Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal
E fazer tudo igual... Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total
Na loucura real... Controlando a minha maluquez
Misturada com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
E esse caminho que eu mesmo escolhi é tão fácil seguir
Por não ter onde ir... Controlando a minha maluquez
Misturada com minha lucidez
Vou ficar Ficar com certeza Maluco beleza (...)"

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Texto retirado do blog do meu amigo Murillo Jales

quarta-feira, 15 de abril de 2009

sábado, 14 de março de 2009