Assim como os milhões de internautas, meu primeiro "Bom Dia" na internet é dado ao Google. E vez por outra ele nos surpreende. Hoje ao acessar o grande oráculo, vi pela janela do computador um jovem casal - e um cachorro - se deliciando com o Sol. Ao clicar na imagem pude constatar a surpresa. Hoje é aniversário do fotógrafo, pintor e ilustrador Norman Rockwell.
The Muscleman, 1941, por Norman Rockwell
Norma Rockwell nasceu em Nova Iorque em 1894, em consequência de um enfisema, morreu em 1978, aos 89 anos. A sua popularidade nos Estados Unidos, se deu por conta dos mais de 40 anos dedicados a ilustrar as capa - ao todo foram 321 - da revista The Saturday Evening Post. Por conta dessa popularidade, Norman chegou a pintar retratos de/para os presidentes norte-americanos Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon.
Retrato de Richard Nixon - Óleo sobre tela de Norman Rockwell
Conhecido pelos traços cuidadosamente firmes e cores bem distribuídas, Norman costumava desenhar as vestes dos seus personagens separadas do esboço, e só depois "vesti-los". A figura escolhida pela Google para homenagear o pintor, reflete o começo da sua carreira, quando se dedicava a pintar a inocência das crianças. Conforme seus traços foram evoluindo, seus personagens assim também o faziam. No entanto, ainda quando os personagens eram adultos, eles remetiam à criança que todos nos um dia fomos.
The Problem We All Live With, (1964-65), por Nornam Rockwell
Uma das pinturas mais famosas e polêmicas de Rockwell, é The Problem We All Live With, (1964-65), onde é retratada o primeiro dia de escola de Ruby Nell Bridges, a primeira criança negra a frequentar uma escola com crianças brancas, em Nova Orleans. Detalhe para os policiais que a escoltavam, e as marcas de tomate na parede.
Ilustração para a Coca-Cola feita por Norman Rockwell
Norman Rockwell também trabalhou durante muitos anos como ilustrador das campanhas publicitárias da Coca-Cola.
Justifico minha ausência com a velha e esfarrapada desculpa das férias. Isso mesmo, atualmente estou de férias da faculdade e do trabalho. Vim visitar meu pai que já fazia pouco mais de um ano que não o via. Atualmente ele mora em Rio das Ostras (RJ). Tenho aproveitado as férias pra descansar muito, e ler.
Quando estava no aeroporto a caminho do Rio de Janeiro, passei na livraria e comprei um livro. Mas esse não seria como os outros que estão empilhados aguardando a sua vez, este furou a fila. “Ostra feliz não faz pérola” de Rubem Alves é uma conversa gostosa com o velho contador de histórias, escritor, educador, psicanalista e romântico de profissão.
"A ostra para fazer uma pérola,precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer.Sofrendo,a ostra diz para si mesma:preciso envolver essa areia pontuda q me machuca com esfera lisa q lhe tire as pontas... Ostras Felizes não fazem pérolas...Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador ,seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não precisa que seja uma dor doída... Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi."
Quando li isso não pude resistir. Ele falava comigo.
O livro é feito de pequenos retalhos de pensamentos sobre “Amor”, “Beleza”, “Crianças”, “Educação”, “Natureza”, “Política”, “Saúde Mental”, “Religião”, “Velhice” e “Morte”. AH! Também tem o primeiro capítulo que se chama “Caleidoscópio”, que seria um apanhado de “tudo um pouco”.
Atualmente temos conversado – e é assim que eu descrevo a leitura desse livro, como uma grande conversa na varanda da minha casa (ainda que ela não tenha varanda) – sobre “Religião”.
Tendo sido, quando jovem, pastor presbiteriano, e por motivos pessoais largado o pastorado. Encontro-me muitas vezes em seus pensamentos. Quando não me encontro, divirto-me apenas procurando. Temos perturbações semelhantes quanto a “Política”, “Educação”, e talvez ainda mais em “Religião” (ainda que eu tenha dificuldades em associar essa palavra a alguma coisa boa).
Hoje li um conto que gostei. E finalizarei a postagem de hoje com ele.
Viviam, num país do oriente, 5 cegos que mendigavam juntos à beira de um caminho. Eram amigos em virtude de seu infortúnio comum. Todos tinham um grande desejo. Já haviam ouvido falar de um animal extraordinário, enorme, chamado elefante. Tão maravilhoso era o dito animal que muitos afirmavam que ele era divino. Mas eles, pobres cegos, nunca haviam estado com um elefante. Ah! Como gostariam de conhecer um elefante. Aconteceu, porque Alá ouviu suas preces, que um domador de elefantes foi por aquele caminho conduzindo seu animal. Foi uma festa! A criançada gritando, homens e mulheres falando. Ouvindo tal rebuliço os cegos perguntaram: " O que está acontecendo?" "Um elefante, um elefante", responderam. Eles se encheram de alegria e pediram ao domador que os deixassem tocar o elefante, já que ver não podiam. O domador parou o animal e os cegos se aproximaram. Um deles foi pela traseira, agarrou o rabo do elefante e ficou encantado. O segundo foi pelo lado, abraçou uma perna e ficou encantado. O terceiro apalpou o lado do elefante e ficou encantado. O quarto passou as mãos nas orelhas do elefante e ficou encantado. E o último segurou a tromba e ficou encantado. Ido o elefante os cegos começaram a conversar. "Quem diria que o elefante é como uma corda!", disse o primeiro. "Corda coisa nenhuma", disse o segundo. " É como uma palmeira". "Vocês estão loucos", disse o terceiro. " O elefante é como um muro muito alto." "Vocês não são só cegos dos olhos", disse o quarto. " São também cegos da cabeça. Pois é claro que o elefante é como um ventarola." " Doidos, doidos", disse o quinto. " O elefante é como uma cobra enorme..." Por mais que conversassem eles não conseguiram chegar um acordo. Começaram a brigar. Separaram-se. E cada um deles formou uma seita religiosa diferente: a seita do deus-corda, a seita do deus palmeira, a seita do deus parede, a seita do deus ventarola, a seita do deus cobra...Assim são as religiões. .
(retirado do livro "Ostra Feliz Não Faz Pérola" - Rubem Alves)
Estátua de Iemanjá na Praia do Meio - obra do artista assuense Etewaldo Santiago
O Novo Jornal publicou na edição deste domingo uma matéria primorosa sobre os bizarros e mau cuidados monumentos (?) da cidade de Natal. A matéria do jornalista Alexis Peixoto ressalta algo que desde a minha infância eu ja percebia. As estátuas daqui de Natal são bem estranhas. Algumas são estranhas desde a sua composição, outras vão se "estranhando" com o passar do tempo - ja que não recebem um cuidado adequado por parte dos orgãos públicos - é como bem falou o artísta plástico Vicente Vitoriano, "- Os monumentos são invisíveis para a população, e o poder público aproveita que ninguém liga e não faz nada para preservá-los".
Estátua de José Augusto
Acredito que o estopim da matéria tenha sido a "obra" em homenagem a José Augusto, instalada em frente ao prédio da Assembléia Legislativa. A estátua escupida em cimento - e depois pintada de dourado para simular um aspecto metálico - possui características da arte santeira, geralmente produzida em escala menor. O memorialista Sandro Fortunato disse que "é uma homenagem as avessas". Há quem diga até que a pobre estátua se parece mais com um "boneco de posto".
Um dos maiores sucessos de venda dos últimos anos, "O Código da Vinci", de Dan Brown, foi eleito pela equipe do suplemento de literatura do jornal inglês "The Times" como o pior livro da década. Em contrapartida, "A Estrada", de Cormac McCarthy, foi escolhido como o melhor de todos.
"O Código da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de exemplares pelo mundo todo e tornou-se um dos maiores fenômenos da história no mercado de livros. O novo livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido" vai pelo mesmo caminho: no primeiro dia em que chegou às livrarias atingiu a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Mesmo com todos esses números de vendas, para o jornal, o que desqualifica o best-seller de Dan Brown é o seu texto, já que sua introdução "parece o início de uma história de um tablóide e não de um livro".
Na contramão dos gostos e desgostos do "The Times", este livro de Dan Brown ocupa também a décima posição entre os melhores livros da década. (Vai entender esse povo e suas manias de listas, né?!)
Em segundo lugar entre os piores, aparece o best-seller de autoajuda "O Segredo". A obra ensina a atingir o sucesso mantendo um pensamento positivo. Segundo o The Times, as referências a Jesus, Newton, Beethoven e Einstein fazem dele "insuportável".
A modelo inglesa Katie Price, também conhecida como Jordan, aparece com sua autobiografia "Being Jordan" (sem tradução para o português) na terceira posição do ranking dos piores livros da década. E é considerado influente, mas não de uma boa maneira.
"Vernon God Little" ocupa o quarto lugar entre os piores e narra a vida de um adolescente sarcástico, que tem uma mãe com problemas emocionais. Apesar de ter ganho o prêmio "Man Booker 2003" como um romance de humor negro que reflete o fascínio e o medo que temos pela América, o "The Times" acha que os elogios ao livro não são merecidos.
Finalizando a lista, "Dylan's Visions Of Sin", sem tradução para o português, aparece em quinto lugar. O livro analisa as letras das canções de Bob Dylan. Segundo o jornal, "esta carta de amor a Dylan é tão embaraçosa de ler quanto uma carta adolescente em que você não está envolvido".
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira (23), em caráter conclusivo, proposta que regulamenta a profissão de repentista. A matéria segue agora para análise do Senado.
A CCJ acompanhou o parecer do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), e aprovou a proposta nos termos do texto substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, que não vincula o exercício da profissão ao registro em entidade de classe.
Benevides argumentou que a obrigatoriedade do registro contraria dois incisos do artigo 5° da Constituição - um que veda a interferência estatal no funcionamento das associações e cooperativas, e outro que garante ao cidadão o direito de não ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.
Segundo o relator, o substitutivo aprovado, ao retirar a exigência do registro, cumpriu o papel de sanear essas inconstitucionalidades do texto original.
Registro
O texto inicial utilizado como base foi dos projetos de lei 613/07, do deputado André de Paula (DEM-PE), e 1112/07, do deputado Wilson Braga (PMDB-PB). A diferença entre os dois projetos está justamente na questão do registro como condição para o exercício profissional. O projeto de André de Paula inclui a exigência, enquanto o de Wilson Braga, que prevaleceu, a dispensa.
Pela proposta aprovada, esses profissionais são autorizados a organizarem-se em associações de classe autônomas, em nível local, regional e federal. Mas não precisarão do registro nessas entidades para se exibir em espetáculos públicos, com direitos garantidos em igualdade de condições com os demais artistas.
Repentista O repentista é definido pela proposta como o profissional que utiliza o improviso rimado como meio de expressão artística, transmitindo a tradição e a cultura popular por intermédio do canto, da falta ou da escrita, sendo citados como tais o cantador e o violeiro improvisador, o embolador e o cantador de coco, o poeta repentista, o contador e o declamador de causos, e o escritor de literatura de cordel.
Domingueira. Segundo dia do Festival DoSol 2009. Prevalecem as bandas mais "vitaminadas" - se é que vocês me entendem. Cheguei as 17 horas e o Nervo Chaos tinha acabado de subir no palco do DoSol avisando que "Deus não estava alí", como não curti muito o som, logo logo eu também não estaria.
Antes ja tinham tocado os cabra macho do tipo coçasacocospenochão do Dr. Carnage, depois do show dos caras foi preciso chamar o pessoal do I.T.E.P. e em seguida veio o punk rock bubblegum do Fliperama.
Depois do Nervo Chaos, vieram os tiozinhos do Deadly Fate pra quem gosta de power rock melódico com guitarras firulentas e vocais agudaiados.
Acabei não assistindo o show do Distro, o que hoje esta me rendendo uma especie de arrependimento diante das ótimas resenhas que tenho lido referentes ao show dos caras.
Os noruegueses do Pulverhund até que tentaram fazer um show bacana, mas nem o ar tupiniquim trazida pelo baterista brasileiro animou a turma presente que tava a a fim mesmo era de uma roda de polga. Particularmente eu gostei muito do som dos caras. Mas acho que se eles tivessem tocado no sábado, o show teria fluido bem melhor e o pública teria participado bem mais. Eles eram os caras certos no dia errado.
Não assisti ao show dos potiguares do Comando Etílico. A brutalidade começou a comer solta quando os cariocas do Confronto entraram no palco do Armazém Hall. A banda era uma das mais esperadas pela turma da polga, mosh pit & Cia. Até eu que ando bem recatado, voltei aos meus 14 anos e me acabei nas rodas de polga - e de brinde ganhei um torcicolo filhadamãe. Donos de uma filosofia controversa e confusa, os rapazes do Confronto falavam constantemente em "resistência", "luta", "seus inimigos estão lá fora", mas nunca ficava claro contra o quê ou quem ele estava se revoltando. Ah! E sem esquecer do célebre momento em que depois de cantar algumas "belas canções" falando sobre amor, respeito e tudo o mais. Ele olha pra a platéia, dividi-a ao meio e promove um "War of Death", ou seja, o pessoal da esquerda contra o pessoal da direita, e ele dizendo que queria vêr a destruição... interessante. Lá pelas tantas, o vocalista Felipe Chehuan convida Paulo Sequela - vocalista do I.T.E.P. e fã declarado da banda Straight Edge - para cantar uma música com eles, Sequela quase se desfez em lágrimas.
Depois do Confronto, vieram os garotos do Calistoga. Show muito bom, agitado, e finalizado com os clássicos noises. Definitivamenteuma das bandas natalenses de maior destaque no cenário roquenrôu.
Lá pelas 20:30, foi a vez de "Arrudiar" ao som da nordestinidade punkrock do Devotos. Foi um belo show com clássicos antológicos da banda "lá do Alto Zé do Pinho".
A goiana Mugo foi uma das bandas mais interessantes da noite, sendo prejudicada pelo pouco público presente no DoSol - a maioria do pessoal ficou pelo Armazém esperando o The Exploited subi ao palco. A banda goiana tem uma sonoridade bem trabalhada, estilo bandas gringas de metalcore, e ja possui até videoclip na MTV. Bacana mesmo.
A cuspideira começou antes mesmo das 22:00. Quando o The Exploited subiu ao palco trazendo sua metralhadora ensandecidade de cuspes, Wattie Buchan. O som foi pesado, a polga foi insana e pelo menos a minha volta pra casa foi mais tranquila do que no sábado, com direito a um açaí de leve pra repor as energias.
Fotos: Fabio Farias (para a Revista Catorze) e Juliana Cortês (para o portal Rock Potiguar) ___________________________________________________________________ PS: Mais o Festival DoSol 2009 ainda não acabou. A fase "música contemporânea" começa no dia 19 e vai até o dia 22 de novembro. Com os seguintes shows na Casa Da Ribeira:
QUINTA-FEIRA – 19 DE NOVEMBRO PROJETO TRINCA (RN) VISITANTES (SP) AUTOMATICS (RN)
SEXTA-FEIRA – 20 DE NOVEMBRO EU SEREI A HIENA (SP) CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN) A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)
SÁBADO - 21 DE NOVEMBRO SEUZÉ (RN) EXPERIÊNCIA ÁPYUS (RN) MACAXEIRA JAZZ (RN)
DOMINGO - DIA 22 DE NOVEMBRO SIMONA TALMA (RN) L.A.B. (RS) ONOFFRE (RN)
Ontem comemorei com outros 29 países o Dia Internacional da Animação. No DIA foi realizada a maior exibição simultânea do gênero, com mostra de produções nacionais e internacionais.
A mostra é organizada desde 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA). No Brasil a mostra do DIA, é realizada a 6 anos e encabeçada pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).
Aqui em Natal, a Universidade Potiguar (UnP) foi quem acolheu a mostra por intermédio do Núcleo de Cinema e Vídeo. A mostra teve início pontualmente as 19:30 com exibição de produções nacionais, seguida da mostra internacional, que contou com produções coreanas, portuguesas, australianas, russas e etc.
Na mostra nacional, destaco o excelente trabalho realizado no “Dossiê Rê Bordosa” de César Cabral, que retrata a morte da quarentona, alcoólatra e ninfomaníaca, obra prima de Angeli, sensação da cultura pop underground (?) nas décadas de 80/90, acompanhadas do Bob Cuspe e outros mais.
Além do “Dossiê Rê Bordosa”, outra produção nacional muito boa, foi “O Jumento Santo e a cidade que acabou antes de começar” de William Paiva, que mistura diversas histórias bíblicas de forma criativa e nordestinizada, ressaltando a cultura popular e o humor tipicamente sertanejo.
“O Anão Que Virou Gigante” de Marão, conseguiu arrancar inúmeras risadas da platéia, com seu roteiro rápido e narração - digamos que - natural.
Na mostra internacional, destaco a hilariante produção australiana “Global Warming”. Claro que esta não foi a única produção que me chamou a atenção, mais confesso não ter conseguido gravar o nome, oras por falta de atenção, oras por não conhecer o idioma. Para não ser injusto com uma produção que eu gostei muito, mas que não saberei descrevê-la, nem muito menos poderei citar seu nome, deixarei este espaço dedicado a esta obra... ____________________________________________________________________.
Foi em 28 de outubro de 1892 (3 anos antes do cinematógrafo ser apresentado pelos irmãos Lumiere), que Emile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi à primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo.
Na conversa – publicada no site Expresso e postada no Substantivo Plural – entre o teólogo José Tolentino e o escritor José Saramago, quem mais me convence da existência de Deus, é o segundo José. Li o diálogo acompanhado de algumas boas doses de gargalhadas. Afinal, Saramago com seus 87 anos ainda parece ter a natureza de um menino de 10, quando por puro vício de “menino buchudo”, no auge do debate acalorado – mas com uma cordialidade cavalheiresca – ele solta uma declaração para tirar o José Tolentino do sério. Quando o Tolentino tenta se explicar, Saramago solta um “-Estou na brincadeira, homem!”. No fim das contas, eu quase cheguei a conclusão de que um José era ateu, e o outro cristão.
José Saramago "- Assim é. Dois homens de boa fé sempre se podem entender."
JTM - Mas podíamos tirar qualquer afirmação de um dos seus livros e colocá-la no livro dos paradoxos universais.
JS - Não me importaria nada. Mas ficaria muito desgostoso se incluíssem uma frase minha no livro dos disparates. A Igreja insiste em que há que fazer uma leitura simbólica dos textos bíblicos. Os crentes e leitores da Bíblia estão instruídos, educados, treinados, manipulados para aceitar aquilo que...
JTM - Porque diz manipulados?
JS - Porque é assim. A palavra é essa. Quer outra palavra? Eu dou-lha.
JTM - É muito importante perceber que os cristãos são criados por liberdade, por amor à liberdade.
JS - À liberdade? Mas o que é que a história da Igreja, e do catolicismo em particular, tem que ver com a liberdade?
JTM - Tem tudo a ver com a liberdade.
JS - Ai sim? Curioso!
JTM - Foi para a liberdade que Cristo nos libertou, afirmou um homem como Paulo de Tarso.
A Unesco declarou o tango Patrimônio Cultural "Imaterial" da Humanidade durante reunião nesta quarta-feira do Comitê Intergovernamental do organismo, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
A informação foi confirmada à agência Telam (agência oficial argentina) pelo secretário de Cultura da cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi, que acompanhou, em Abu Dhabi, a decisão do comitê da Unesco.
"Essa é uma homenagem a todos os que sustentaram o tango durante muito tempo. Uma homenagem a aqueles que mantiveram a tradição, transmitindo a poesia e a dança de geração para geração", disse Lombardi.
O diretor de Promoção Cultural de Montevidéu, Eduardo León Duter, disse estar "emocionado" com a decisão.
"Esse anúncio é fruto de um trabalho intenso e é um compromisso de ambos governos para proteger o tango e realizar projetos em comum", disse Duter, em Abu Dhabi. Leia mais
Assisti ontem no Teatro Alberto Maranhã o espetáculo “Corpo Estranho”, da Cia. Gira Dança, companhia potiguar de dança contemporânea, composta por pessoas com e sem deficiência.
Sou completamente leigo quando o assunto é dança. Mas a arte me sensibilizou.
Pude sentir – ainda que de forma vaga, superficial, artística... – o que é sentir-se em um corpo estranho. Aliás, sinto-me constantemente dentro de um corpo estranho, e quem ja não se sentiu estranho dentro de si mesmo? Como se alguém dentro de você jamais devesse estar ali, como se aquele corpo, aquela voz, aqueles pensamentos não te pertencessem.
O espetáculo foi construído baseando-se na história de vida pessoal dos integrantes do grupo Gira Dança, retratando a relação com o corpo e com a vida sentimental dos participantes.
“Estranho é quando não se segue padrões da sociedade, passando a sobreviver aos olhos de quem devora tudo que é seu. Então, não sei definir se somos estranhos fugindo da solidão ou encarando a dor de almas vazias. A vida, por mais simples que seja é uma busca movida por um corpo estranho, que habita dentro de nós e desperta ao longo da linha da vida. Cada pessoa, uma vida. Cada vida, um gesto, e por mais que sejam diferentes há algo em comum entre elas. Pode-se não enxergar, mais pode-se sentir ou apenas ser livre para despertar seu próprio corpo estranho. É comum em todas as vidas e que invade nosso interior sem pedir permissão, desencadeando reações que nos fazem muitas vezes refém da nossa própria imaginação. Como é difícil decifrar a imensidão desse corpo estranho que tem os dois lados da moeda e que desde o momento em que nascemos, por mais diferentes que sejamos, somos todos portadores de um corpo estranho chamado amor.”
O Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete define como bairrista “todo aquele que considera exageradamente os interesses da sua cidade ou estado e menospreza ou hostiliza os demais”. Como é notório na definição semântica, o bairrismo não pode ser considerado uma virtude, nem muito menos uma obrigação.
Como nordestinos – e potiguares – somos educados a “reconhecer” que tudo o que temos e/ou fazemos, não deve em nada aos demais estados. Logo somos “obrigados” a consumir o que é nosso, uma vez que estamos em pé de igualdade com as outras estrelas da flâmula nacional. Pois bem, acho esse pensamento deveras medíocre, retrogrado e provinciano.
Seria até aceitável tais atitudes, se ainda vivêssemos em uma colônia portuguesa, isolados do “Velho Mundo”, aí sim, teríamos – talvez – que consumir o que é nosso, e até supervalorizá-lo em detrimento de outros, pois o acesso seria – em sua maioria – restrito as produções da própria colônia.
Pois bem… Cá estamos em pleno século 21, ainda com aquele espírito provinciano de “da terra da gente”. Devemos consumir algo pelo simples fato daquilo ser bom, ter qualidade, ser aprazível e não por ser “nosso”. Serei cômico ao dizer que o único produto que não deveríamos consumir por não ser nosso seria os produzidos pelos nossos vizinhos, os marcianos, mas mesmo assim, habitamos a mesma galáxia, e agora? O que fazer? Pra onde foi todo o bairrismo?
Diante da Internet, do Google, da Globalização, não existe mais espaço para bairrismos. De fato devemos dar visibilidade aquilo que está escondido, acanhado, mas não supervalorizar em detrimento dos demais. No caso da indústria cultural, isso pode ser até saudável para o artista, pois se o supervalorizamos por ser “nosso”, das duas uma: ou ele fica preso dentro do que é “dele” e não alça vôos maiores, ou simplesmente ocorre o oposto, alça vôos maiores acreditando – por nossa culpa – ser um tremendo de um gavião, enquanto não passa de um pobre galinho garnisé, que logo é abatido quando sai do seu galinheiro.
Concluo que lamentavelmente existe sim bairrismo no nosso “querido e amado” estado do Rio Grande do Norte, ou será que nunca ouvimos um “compre que é daqui”, “gente da terra da gente”, show com “artistas da terra”? Seria bem mais proveitoso se exorcizássemos o espírito provinciano dessas terras de Meu Deus, e com isso quem sabe passaríamos até a sintonizar alguma rádio dos “homenzinhos verdes”.
A primeira vez que ouvi a salada sonora, ou a famosa "feijoada búlgara", do Móveis Coloniais de Acaju foi num programa da TV Câmara, inevitavelmente eu larguei o controle e desisti de zapear, acabava de encontrar o som que eu nunca procurei.
Fui logo atrás de conseguir o cd “IDEM”, sensacional, dançante, morgado, frustrante, alegre, eram todos os antônimos juntos, a frase que faz parte do coro da música, Seria o Rolex, reflete bem essa síntese de antônimos “(...)Sou apenas mais um alegre deprê(...)”.
Atualmente recebi um bombardeio, que veio de diversas direções (jornais, internet, amigos, namorado da minha mãe...), que me diziam do cd novo do MCA, lançado de graça, (isso mesmo, free, 0800, 9090...) pelo selo Trama, que já lançou álbuns virtuais do Ed Mota, Macaco Bong e Tom Zé, entre outros, e todos seguindo mesma proposta , “de graça pra você, remunerado pra o artista”. O cd, chamado de C_mpl_te, pode ser baixado de graça e COMPLETO, com capa, encarte com letras e até a frente do cd - pra você imprimir e colar naquele cd virgem que você comprou na promoção por R$0,69.
Depois de muita dificuldade – sem internet, pc do estágio bloqueado pra fazer downloads, sem grana pra ir na lan house - consegui baixar o cd. Ainda não ouvi tanto, mas o pouco que ouvi, já me agradou muito. Na verdade a “feijoada búlgara” do primeiro cd deu espaço a uma “comidinha” mais light, não quero dizer com isso que a qualidade diminuiu ficou ruim ou qualquer coisa do tipo, afinal, o nível continua o mesmo, as letras também, somente a musicalidade ficou um pouco menos calórica.
Destaque para as músicas Adeus, Cão Guia,Cheia de Manha e a divertida Lista de Casamento.
Dignity (Bob Dylan) Fat man lookin' in a blade of steel Thin man lookin' at his last meal Hollow man lookin' in a cottonfield For dignity
Wise man lookin' in a blade of grass Young man lookin' in the shadows that pass Poor man lookin' through painted glass For dignity
Somebody got murdered on New Year's Eve Somebody said dignity was the first to leave I went into the city, went into the town Went into the land of the midnight sun
Searchin' high, searchin' low Searchin' everywhere I know Askin' the cops wherever I go Have you seen dignity?
Blind man breakin' out of a trance Puts both his hands in the pockets of chance Hopin' to find one circumstance Of dignity
I went to the wedding of Mary-lou She said ÒI don't want nobody see me talkin' to you?BR> Said she could get killed if she told me what she knew About dignity
I went down where the vultures feed I would've got deeper, but there wasn't any need Heard the tongues of angels and the tongues of men Wasn't any difference to me
Chilly wind sharp as a razor blade House on fire, debts unpaid Gonna stand at the window, gonna ask the maid Have you seen dignity?
Drinkin' man listens to the voice he hears In a crowded room full of covered up mirrors Lookin' into the lost forgotten years For dignity
Met Prince Phillip at the home of the blues Said he'd give me information if his name wasn't used He wanted money up front, said he was abused By dignity
Footprints runnin' cross the sliver sand Steps goin' down into tattoo land I met the sons of darkness and the sons of light In the bordertowns of despair
Got no place to fade, got no coat I'm on the rollin' river in a jerkin' boat Tryin' to read a note somebody wrote About dignity
Sick man lookin' for the doctor's cure Lookin' at his hands for the lines that were And into every masterpiece of literature for dignity
Englishman stranded in the blackheart wind Combin' his hair back, his future looks thin Bites the bullet and he looks within For dignity
Someone showed me a picture and I just laughed Dignity never been photographed I went into the red, went into the black Into the valley of dry bone dreams
So many roads, so much at stake So many dead ends, I'm at the edge of the lake Sometimes I wonder what it's gonna take To find dignity
[E eu fico me perguntando, ONDE FOI PARAR A DIGNIDADE? será que morreu? ou se apaixonou por aquele dissimulado Mundo Moderno e se casou com ele?.... Mas saiba q eu ainda te espero...]