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segunda-feira, 1 de março de 2010

A história que ninguém contou


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Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de outro. E isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente virgem. Como diz o ditado: “família é tudo igual… só muda o endereço”. De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!

Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de dinheiro nas igrejas.

Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é considerado grupo de pagode. O nome da banda era “O Filho e os homens”. Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como “Filho do homem”. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo), ficou conhecido por Mestre.

A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro “Rock in Rio Jordão”, show em que Jesus se apresentou publicamente pela primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.

Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com afinco durante longos 3 anos de turnê.

A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia. Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus… amanhã já tá atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados, mas poucos escolhem para si este caminho.

Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação com “sangue nos zóio”. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.

Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa de rockstar mesmo.

E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em, sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que todos nós possamos conhecer sua música.

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(Texto do Ariovaldo que recebi via: @love_sa )

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O SHOFAR



[Clique na imagem para ampliar]

Capa do jornal contendo matéria produzido na disciplina de Oficina de Texto III

Diagramação: Artur Correia [ @aclunga ]
Texto: Alex Rodrigues [ @Calango0 ]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

a igreja, você e Jesus

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Num país chamado Tradição existia muitas pessoas debaixo daquele Reino, aquelas pessoas não sabiam como que era o mundo além daquilo que eles conheciam, na Tradição era comum todos terem a mesma opinião sobre quase todos os assuntos, e todos seguiam os conselhos dos Três Reis que comandavam a Tradição.

Algumas pessoas queriam experimentar coisas novas. Outras não, elas gostavam do povo de Tradição daquela maneira. Os que queriam coisas novas começaram a procurar em outros povoados, pessoas com outros pensamentos. Maria era uma das que queria encontrar uma maneira de ser ela mesma, porque ela achava que no país Tradição ela fingia para poder se enquadrar com seus amigos, passado alguns dias Maria encontra um pequeno país chamado Revolução. Esse pequeno país era onde todos tinham uma autenticidade no olhar e todos tinham pensamentos diversos sobre todos os assuntos possíveis. Maria ficou encantada, voltou pra Tradição e conclamou que seus amigos viessem conhecer Revolução. Revolução não tinha Reino, era liderada por uma democracia onde você escolhe o que é certo é o que é errado. Quando os amigos de Maria viram isso eles ficaram encantados. Charley era um grande amigo de Maria, ele foi um dos que amou aquele país. Charley era um jovem que acreditava em Deus, e na Tradição e em Revolução Deus era Deus, só que em Tradição ele não podia fazer milhares de coisas porque Deus não se agradava assim dizia os Três Reis, quando ele viu aqueles jovens de Revolução fazendo coisas que ele queria muito fazer e Deus não condenava aquilo, ele tomou sua primeira decisão, que ira abandonar a Tradição e mudaria pra Revolução naquele instante. Para comemorar Charley chamou todos seus amigos para conhecer os novos amigos daquele país e foram para um Pub, lá eles conheceram o Reverendo Smile que propôs um brinde a decisão de Charley. Drink vai Drink vem e o que não podia na Tradição agora na Revolução podia e Deus não podia falar que ele estava errado porque “tudo que ele fez, ele fez no nome de Deus”. Charley começou a sair para beber todas as semanas, e geralmente todas as semanas Charley perdia um amigo por causa disso, uns dizem que se esses amigos se foram eles nunca foram amigos, mas Charley perdeu muitos, a grande culpa disso foi porque quando bebia Charley perdia o equilíbrio do que era certo e do que era errado e começava a fazer o errado pois ele ainda não tinha maturidade para estar ali naquele pequeno país chamado Revolução, aliais ele achava que beber era a grande sacada daquele pais, que ele tinha sido liberto da Tradição e agora ele poderia fazer tudo, sem mascaras. Charley perdeu seu equilíbrio e sua fé no seu Deus.

Os dias se passaram e Sony que era um dos amigos que Maria tinha levado para a Revolução começou a se questionar seus sua vida. Se na Tradição ele não podia ir a certos lugares na Revolução ele podia dormir fora de casa todos os dias. Num desses lugares ele conheceu uma turminha que não vivia nem entendia o conceito e a fé dele em Deus, mas Sony gostava tanto da companhia deles que ele deixou seu Deus em segundo plano e começou a dar razão às vozes do seu coração. Acho que ele não guardou seu coração e descobriu que sair com meninos era normal na Revolução, ele se deixou apaixonar por um grande amigo dele e os dois tiveram um amor de verão, no país Revolução tudo era permitido, mas nem tudo era licito, esse era o lema. Sony caiu em profunda pensar quando ele descobriu que ele foi para um caminho onde poucos conseguem voltar sem nenhuma conseqüência, mas ele quis isso, ele sabia quando ele andava na linha do equilíbrio, sabe aquela linha que esta no centro da sua consciência?

Julia e Felipe são dois namorados que em Tradição não podia nem pegar na mão, mas em Revolução você era dono do seu nariz você não teria que prestar contas a ninguém. Eles começaram a se amar nas noites estreladas, sem nenhum vinculo, sem nenhuma aliança, sem nenhum sinal depois dessas noites algumas estrelas caíram e o amor que os dois antes tinham se esfriou e Julia terminou com Felipe. Ele de fato amava Julia, mas não demorou dias para que ele conhecesse Maria e os dois juraram juras eternas em poucas horas de convívio. Juras, estrelas e aquele senso que Eles tinham em Tradição do certo e do errado foram esquecidos em Revolução, eles perderam aquela vontade de conversar com Deus e preferiram apenas conversar com outras pessoas.

Tradição não era um país ruim, não, era um país bom onde às pessoas eram ensinadas a manter uma maturidade de vida e ter experiências para levar a vida nos momentos de dificuldade. Alguns dizem que Tradição era um tanto quadrada onde os Três Reis eram ditadores sem saber o que milhares de jovens estavam passando em seus dias com seus conflitos, por isso milhares de jovens estão saindo da Tradição e se perdendo sem equilíbrio nas ruas da Revolução. Revolução, revolução um pequeno país onde todos podem se libertar, Equilíbrio é uma moeda que poucos querem guardar. [ Jota Mossadihj ]



[Fonte: http://solomon1.com/a/?p=740#more-740 ]