
terça-feira, 26 de abril de 2011
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terça-feira, 12 de abril de 2011
O Feudo

Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo e tinha medo de perguntar
Ai do povo se não fosse o bobo.
Ai do rei se não fosse o povo.
Ai do bobo se não fosse a rainha.
Ai da rainha...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Te quero Pretinho

sábado, 15 de janeiro de 2011
Preciso dizer como é bom estar vivo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Meu tâmbler é aqui (1)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Não é que Pedro fosse um cara ruim, ele só não era um cara bom

Nunca abria a porta do carro, e o principal motivo era justamente por não ter um.
Não dava gorjetas, nem dez por centos.
Não fazia direito, medicina, ou engenharia.
Não ligava pra dia dos namorados, natais, ano novo... E considerava todas essas coisas de uma falsidade e cafonice sem tamanho que, regadas a consumismos exacerbados, não valiam a pouca grana que tinha.
Não paparicava a família dela. Na verdade detestava presentinhos, bajulações, abraços, beijinhos e qualquer coisa que demonstrasse um fingimento latente.
Pedro não era um cara bom.
E por todos esses motivos - e alguns outros mais -, Pedro acreditava não ser bem quisto pela família dela. Talvez uma mentirinha, um “teatrinho”, uma falsidade, tivessem lhe caído bem e amenizado as dores, mas não era do seu feitio. A sua recusa pela religião da família dela transformara todo o embate em uma guerra santa, que, assim como todas as outras, de santa só levam o nome.
Mas Pedro sempre foi teimoso. Um amante teimoso. Sobre sua amada descansava seus olhos, e sobre sua cabeça todos os planos de um futuro feliz. E foi assim que durante muitos anos Pedro encarou a vida. Vestia sua armadura e colocava seu elmo, preparando-se para mais um dia em que teria de lutar em nome do amor.
Lutou.
Hoje, aos 86 anos, com a armadura quebrada, o elmo rachado, e as duas alianças que usa na mão esquerda, Seu Pedro descansa no banco de uma praça.
Ele sabe que não é um cara ruim, apenas lamenta o fato de não ter sido um cara bom.
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Crédito da foto: http://www.luizberto.com/wp-content/velho_em_banco.jpg
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Sambassim

Foto retirada do Flickr de holandazé
A menina moça má cantava na janela de seus olhos a canção do amor vivido, do amor contido, perdido e reprimido. Com pernas bambas dançava em tom maior. Sambava num samba só. Chorava em mi menor. Na viola do seu corpo, só os dedos do sambista, do bêbado, do equilibrista.
-Menina, não chore mais. Por ventura já não ouvistes o samba do grande amor?
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A sordidez do homem que chora
Enquanto as cartas de Alberto não chegam...
Durante os doces anos da juventude, Sebastião foi impedido de experimentar o amor. Inúmeras rejeições fizeram com que ele aprendesse a saborear o gosto amargo da recusa. Os doces anos se passaram e Sebastião foi despertando interesse em algumas mulheres. Seu corpo estava longe de ser sexualmente atraente. Não tinha dinheiro, carro, e ainda morava com os pais. Mas ele detinha o poder das palavras. As palavras, se bem utilizadas, poderia trazer-lhe qualquer mulher. Qualquer uma. Estava aí o grande, saboroso, e frio prato que ele tanto desejou. A vingança. Sebastião não perdoava. Era um serial killer de mão cheia. Nunca derramou uma gota de sangue, mas certamente contribuiu para que inúmeros lençóis solitários fossem encharcados com litros de lágrimas.
Ele seduzia aquelas mulheres. Fazia com que elas se apaixonassem por ele, e no momento seguinte, desferia o golpe de misericórdia. “Quero apenas ser seu amigo”, era a frase que ele executava com a destreza de um membro da Yakuza. Quando tudo estava resolvido, suas vítimas, após sofrerem, agora encontravam novos caminhos para viver. Sebastião as desejava de volta. E novamente se perguntava: Quão sórdido um homem pode ser, ao querer pra si tudo o que não quer? E chorava. Sebastião chorava. Diante da sordidez de seus desejos, ele chorava. E voltava a ser humano. E renascia como homem.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Barbosa e o amor

Tudo isso aconteceu provavelmente após ele descobrir que todos os seus sentimentos, gostos, desgostos, crenças e iras, são frutos de uma parte estranha do danado do cérebro.
Desgostoso com a descoberta, Barbosa decidiu não mais amar, não mais sofrer, nem sentir quaisquer sentimento que outrora em seu coração reinara.
Barbosa agora só pensa...
...e jurou jamais dizer a uma mulher que a ama do fundo do seu cérebro.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Carta para minha puta
Nossa relação já se estende por muitos anos. Assim que eu te vi, te descobri. Foi algo mágico... Jamais consegui te deixar! Mas também sou sincero em dizer, que jamais consegui te amar... Não como deveria, não como gostaria!
Vejo a tua beleza, que me fascina, me hipnotiza... Mas fazes dela tua fonte de renda, se prostituindo, se vendendo. Eu te amo, ainda que seja uma prostituta, eu te amo!
Quando entenderás que eu sinto a tua falta. Estás tão próxima a mim, mas nem se quer eu te vejo, nem ao menos em meus pensamentos. Nosso amor já havia sido profetizado. Você é minha, e eu sou seu!
Juro que não desejo outra... Não terei prazer em te trair, mas tu não me deixas escolhas. Jamais você retribuiu todo amor que eu te dei, todas as brigas que comprei por ti, todos os socos que levei por ti.
INGRATA! Minha doce e amada... INGRATA!
Frequentemente vejo-a passando mal, vomitando pelos becos escuros do teu passado, e pelas avenidas esburacadas do teu presente! Frequentemente a vejo...
Nos sinais, nas calçadas, nos lixões.
Jamais alguém soube do profundo amor que tenho por ti.
Por mais que seja um amor puro, sem interesses, me envergonho de amar-te.
Amas quem te USA, e usas quem te ama!
Despeço-me de ti, sabendo que jamais a terei em meus braços, jamais me deliciarei com os teus beijos, ao som das inúmeras músicas feitas pra ti, cantadas pelos teus amantes, que dos quais jamais tive ciúmes.
Permita-me que te ame, seja aquela dos meus sonhos, das bocas dos poetas, das telas dos pintores.
Amo te, minha bela, minha prostituta, minha ingrata, minha assassina... Sou filho deste solo, e comigo jamais foste gentil, mas mesmo assim te amo... PÁTRIA AMADA BRASIL!
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Escrevi esse texto em 4 de março de 2008 com o título "Carta de um relacionamento". Resolvi ressuscitá-lo tanto pela falta de tempo para escrever algo melhor, quanto pela cheiro de política no ar...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Essa não é uma história de amor
É de conhecimento universal a lazeira que bate no homem quando ele está apaixonado.
E é isso que acontece com Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) em “500 Dias com Ela” ((500) Days of Summer). Tom trabalha escrevendo cartões postais comemorativos numa grande empresa do ramo. Summer Finn (Zooey Deschanel) acaba de ser contratada como secretária do chefe de Tom. No elevador, Tom escuta There Is a Light That Never Goes Out do The Smiths, ao lado dele está Summer. Ao ouvir a música que saia do headphone de Tom, Summer diz: “-I love The Smiths”. Tom retira o fone e solta um “-Sorry?”. Summer repete a sua ultima fala e acrescenta dizendo que ele tem um bom gosto para música. Tom pergunta novamente se ela gosta de The Smiths, ela diz que sim e cantarola: “To die by your side is such a heavenly way to die.” - “Morrer ao seu lado é uma forma divina de morrer...”. E assim tem início o primeiro dia de Tom com Summer. E não... Essa não é uma história de amor.
Marc Webb é o diretor deste filme. Com grande experiência na área de videoclipes (que podem ser conferidos em seu site), Marc constrói “500 Dias com Ela” como quem monta um quebra-cabeças desordenado. Os 500 dias que Tom passa ao lado de Summer são mostrados de forma completamente anacrônica, numa tentativa de procurar onde tudo teria começado a dar errado. Uma vez que ele a ama, mas ela não.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Helena ainda brinca de boneca
Helena não queria magoá-lo.
Helena disse: "Alberto, eu gosto de você como amigo!"
"Será que foram palavras muito duras?", pensou.
Depois que Alberto saiu, ela foi brincar de boneca.
E até hoje ela brinca e pensa: "Cadê Alberto?".
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PS: Escrito pela minha amiga/irmã/parceira/e otras cositas más, Alyne Barreto.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Alberto não gosta de futebol
Ferido, Alberto chorou sentado na calçada da casa da sua mãe.
Helena havia dito que só gostava dele como amigo.
Nesse dia Alberto não foi ao campinho jogar bola.
E assim seguiu-se por toda a sua vida.
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Não, eu não abandonei o blog - mais uma vez - apenas estou sem tempo e sem cabeça pra escrever.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Manual do Amor
A Paixão, A Crise, A Traição e O Abandono são os elementos que compõem este belo filme de Giovanni Veronesi. A comédia romântica italiana permeia quatro universos diferentes, com personagens e dilemas distintos.No primeiro "fascículo" - digo fascículo, pois no filme realmente existe um "Manual do Amor", dividido em 4 fascículos que abordam os temas ja citados - temos o dilema da paixão. Tommaso (Silvio Muccino) é um jovem desempregado que diante de uma situação inusitada se vê apaixonado por Giulia (Jasmine Trinca), que nada quer com ele.
Depois temos Barbara (Margherita Buy) e Marco (Sergio Rubini), que após anos de casado enfrentam a crise, beirando a separação. O dilema do casal está em saber se um filho salvaria ou não o relacionamento dos dois.
Após Marco ser multado pela policial Ornella (Luciana Littizzetto), a história se volta para o conflito de Ornella em descobrir que o seu marido a traiu. Daí em diante Ornella vira uma lenda viva nas ruas italianas. O terror dos motoristas. O terror de Goffredo (Carlo Verdone).
O Abandono
Goffredo, foi recentimente abandonado pela mulher. Sem saber se quer o motivo do abandono, o médico tenta reconstruir a sua vida seguindo as dicas de um tal "Manual do Amor".
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
A separação também pode ser parte de uma história de amor
O hermano naturalizado brasileiro, Hector Babenco, dirige e escreve – junto com Marta Góes - O Passado, com uma primorosa magia melodramática, romântica, doce, mas amarga, dura e forte, como a vida normalmente costuma ser com aqueles que se entregam aos amores.
O filme baseia-se no romance do argentino Alan Pauls, e conta a história do jovem tradutor Rímini (Gael García Bernal), envolvido desde a adolescência com Sofia (Analía Couceyro), e que depois de 12 anos de casados resolvem se separar. Após a separação, ambos tentam seguir adiante com a vida, reconhecendo que aquela era a melhor atitude a ser tomada pelos dois. Rímini, de forma inusitada, conhece a modelo Vera (Moro Angheleri). Seu romance com Vera desperta o ciúme de Sofia, que vê o homem da sua vida escapar-lhe pelas mãos – de outra. Após um incidente envolvendo Vera, Rímini se envolve com Carmen, mulher mais velha que ele e companheira de trabalho. Rímini casa com Carmen. Rímini engravida Carmen. Agora são, Rímini, Carmen e Lúcio. Ainda fruto do incidente envolvendo Vera, Rímini começa a sofrer de constantes surtos de amnésia, o que o impossibilita de trabalhar. Certo dia Sofia reaparece em sua vida, e carrega Lúcio consigo, fazendo Carmen achar que Rímini o havia seqüestrado.
O conflito psicológico envolvendo todos os personagens da trama é simplesmente fascinante. A loucura, o desejo, o amor, e todos os elementos que permeiam o sangue dos amantes latinos (que vão do diretor aos protagonistas), nos fazem delirar com este filme que é uma ode aos amores imperfeitos.
Sofia jamais conseguiu esquecer Rímini. Talvez ela nunca tivesse quisto tal coisa. Ele por sua vez, se mostra sempre vitimado pelas circunstâncias da vida e pelos amores brutos - perdoem-me o trocadilho infame.
Rímini indica o homem moderno. Submisso, sujeito. Enquanto Sofia representa a mulher voraz, sedenta por ser amada e capaz de ir até onde se fizer necessário atrás do seu amor.
O Passado é um filme para se dizer “-NÃO” as formulas prontas e pré-concebidas do amor. E que ao final conseguimos perceber que o amor não nos pertence. O amor é autônomo. É livre. É ele. O amor pode chegar com a sutileza de um sorriso, na mesma medida que saíra com um bater de porta, e você perceberá que tudo o que aconteceu agora, já faz parte do passado.

Trailer
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Cartas de Azé

Hipócrita! Insensível, incapaz de ignorar a irrelevância depositada em berços de ira. Jamais jantaria com ela, janela aberta, jeito faceiro, mas... jamais jantaria com ela. Lançava olhares, levava rosas, lambia os lábios. Lamentava as luzes ainda estarem ligadas. Meia noite, meia luz, musica melosa, meiga, mole. Nada naquela noite faria nascer um amor, um namoro, um nada.
Olhos se desencontravam, obrigavam-se a não se olharem. Parecia mesmo que ele partiria para sempre, sem jamais se perder nela. Queira eu estar errado, tanto quanto ela não queria. Riscou a rua, num rumo certo. Sabia o que sentia. Sofreria? Sentiria seus últimos suspiros sumirem? Seduzido tentou tatea-la, traduzindo o que trazia no peito. Uniu-se a ela em uma única visão de virtudes, valores e vergonhas. Vestida com um xale segurava uma xícara... de chá? Ela não é uma zabaneira para ser zombada assim. Ame-a, apenas retorne ao início e... ame-a.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Delírios Mudos

Sentado do lado seu
Ouvindo promessas e dívidas
Me encho de dúvidas reprimidas
Em um corpo sedento por te ter
Comento poemas e canções perdidas
Odisséias de heróis esquecidos
Cito nomes que nunca foram ditos
Faço isso, entre sussurros e gemidos.
Quando penso que não posso mais
(Afinal não deveria)
Tuas mãos me acariciam
Teus lábios me propiciam
Me sentir entre os imortais
Me esqueço de quem eu sou
De quem era
Ou o que seria
Ofegante em ti respiro
E transpiro-ti em um mar de beijos
Ainda penso enquanto escrevo
Em quão belo será o dia
Em que na mais bela euforia
Clamaremos para o tempo
Que ele esqueça-se de nós
Sentindo tua pele sobre a minha
Olhos cerrados, de quem dormia
Navegando num mar de suor
Fazendo em teus cabelos um nó
Pra um só amor atar
E de manhã ainda acordar
Embevecido de tanto prazer
Sentindo teus braços me envolver
Convidando-me com um só olhar
Pra outra vez diante de Eros
Sentindo a música mais bela
Profanado por teus lábios
E no corpo não mais sozinho
preenchê-lo de carinho e novamente...
Te amar.
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Poesia feita para a minha pequena, Suylannie.






