É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. Não fique olhando para o vinho que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente, pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. Você verá coisas esquisitas e falará tolices. Você se sentirá como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio. Então você dirá: "Alguém deve ter batido em mim; acho que levei uma surra, mas não me lembro. Por que não consigo levantar? Preciso de mais um gole."
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A saideira
É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. Não fique olhando para o vinho que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente, pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. Você verá coisas esquisitas e falará tolices. Você se sentirá como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio. Então você dirá: "Alguém deve ter batido em mim; acho que levei uma surra, mas não me lembro. Por que não consigo levantar? Preciso de mais um gole."
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Ostra feliz não faz pérola
Justifico minha ausência com a velha e esfarrapada desculpa das férias. Isso mesmo, atualmente estou de férias da faculdade e do trabalho. Vim visitar meu pai que já fazia pouco mais de um ano que não o via. Atualmente ele mora em Rio das Ostras (RJ). Tenho aproveitado as férias pra descansar muito, e ler.
Quando estava no aeroporto a caminho do Rio de Janeiro, passei na livraria e comprei um livro. Mas esse não seria como os outros que estão empilhados aguardando a sua vez, este furou a fila. “Ostra feliz não faz pérola” de Rubem Alves é uma conversa gostosa com o velho contador de histórias, escritor, educador, psicanalista e romântico de profissão.
"A ostra para fazer uma pérola,precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer.Sofrendo,a ostra diz para si mesma:preciso envolver essa areia pontuda q me machuca com esfera lisa q lhe tire as pontas... Ostras Felizes não fazem pérolas...Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador ,seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não precisa que seja uma dor doída... Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi."
Quando li isso não pude resistir. Ele falava comigo.
O livro é feito de pequenos retalhos de pensamentos sobre “Amor”, “Beleza”, “Crianças”, “Educação”, “Natureza”, “Política”, “Saúde Mental”, “Religião”, “Velhice” e “Morte”. AH! Também tem o primeiro capítulo que se chama “Caleidoscópio”, que seria um apanhado de “tudo um pouco”.
Atualmente temos conversado – e é assim que eu descrevo a leitura desse livro, como uma grande conversa na varanda da minha casa (ainda que ela não tenha varanda) – sobre “Religião”.
Tendo sido, quando jovem, pastor presbiteriano, e por motivos pessoais largado o pastorado. Encontro-me muitas vezes em seus pensamentos. Quando não me encontro, divirto-me apenas procurando. Temos perturbações semelhantes quanto a “Política”, “Educação”, e talvez ainda mais em “Religião” (ainda que eu tenha dificuldades em associar essa palavra a alguma coisa boa).
Hoje li um conto que gostei. E finalizarei a postagem de hoje com ele.
Viviam, num país do oriente, 5 cegos que mendigavam juntos à beira de um caminho. Eram amigos em virtude de seu infortúnio comum. Todos tinham um grande desejo. Já haviam ouvido falar de um animal extraordinário, enorme, chamado elefante. Tão maravilhoso era o dito animal que muitos afirmavam que ele era divino. Mas eles, pobres cegos, nunca haviam estado com um elefante. Ah! Como gostariam de conhecer um elefante. Aconteceu, porque Alá ouviu suas preces, que um domador de elefantes foi por aquele caminho conduzindo seu animal. Foi uma festa! A criançada gritando, homens e mulheres falando. Ouvindo tal rebuliço os cegos perguntaram: " O que está acontecendo?" "Um elefante, um elefante", responderam. Eles se encheram de alegria e pediram ao domador que os deixassem tocar o elefante, já que ver não podiam. O domador parou o animal e os cegos se aproximaram. Um deles foi pela traseira, agarrou o rabo do elefante e ficou encantado. O segundo foi pelo lado, abraçou uma perna e ficou encantado. O terceiro apalpou o lado do elefante e ficou encantado. O quarto passou as mãos nas orelhas do elefante e ficou encantado. E o último segurou a tromba e ficou encantado. Ido o elefante os cegos começaram a conversar. "Quem diria que o elefante é como uma corda!", disse o primeiro. "Corda coisa nenhuma", disse o segundo. " É como uma palmeira". "Vocês estão loucos", disse o terceiro. " O elefante é como um muro muito alto." "Vocês não são só cegos dos olhos", disse o quarto. " São também cegos da cabeça. Pois é claro que o elefante é como um ventarola." " Doidos, doidos", disse o quinto. " O elefante é como uma cobra enorme..." Por mais que conversassem eles não conseguiram chegar um acordo. Começaram a brigar. Separaram-se. E cada um deles formou uma seita religiosa diferente: a seita do deus-corda, a seita do deus palmeira, a seita do deus parede, a seita do deus ventarola, a seita do deus cobra...Assim são as religiões.
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sábado, 28 de novembro de 2009
Os dez piores livros da década, segundo o "The Times"
da Folha Online
Dan Brown, autor de "O Código da Vinci"
Um dos maiores sucessos de venda dos últimos anos, "O Código da Vinci", de Dan Brown, foi eleito pela equipe do suplemento de literatura do jornal inglês "The Times" como o pior livro da década. Em contrapartida, "A Estrada", de Cormac McCarthy, foi escolhido como o melhor de todos.
"O Código da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de exemplares pelo mundo todo e tornou-se um dos maiores fenômenos da história no mercado de livros. O novo livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido" vai pelo mesmo caminho: no primeiro dia em que chegou às livrarias atingiu a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Mesmo com todos esses números de vendas, para o jornal, o que desqualifica o best-seller de Dan Brown é o seu texto, já que sua introdução "parece o início de uma história de um tablóide e não de um livro".
Na contramão dos gostos e desgostos do "The Times", este livro de Dan Brown ocupa também a décima posição entre os melhores livros da década. (Vai entender esse povo e suas manias de listas, né?!)
Em segundo lugar entre os piores, aparece o best-seller de autoajuda "O Segredo". A obra ensina a atingir o sucesso mantendo um pensamento positivo. Segundo o The Times, as referências a Jesus, Newton, Beethoven e Einstein fazem dele "insuportável".
A modelo inglesa Katie Price, também conhecida como Jordan, aparece com sua autobiografia "Being Jordan" (sem tradução para o português) na terceira posição do ranking dos piores livros da década. E é considerado influente, mas não de uma boa maneira.
"Vernon God Little" ocupa o quarto lugar entre os piores e narra a vida de um adolescente sarcástico, que tem uma mãe com problemas emocionais. Apesar de ter ganho o prêmio "Man Booker 2003" como um romance de humor negro que reflete o fascínio e o medo que temos pela América, o "The Times" acha que os elogios ao livro não são merecidos.
Finalizando a lista, "Dylan's Visions Of Sin", sem tradução para o português, aparece em quinto lugar. O livro analisa as letras das canções de Bob Dylan. Segundo o jornal, "esta carta de amor a Dylan é tão embaraçosa de ler quanto uma carta adolescente em que você não está envolvido".
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Fonte: Folha Online
